LGBT Rural

No Brasil, existe uma estimativa, considerada conservadora, de que pelo menos 10% da população seja LGBT. Não existe um dado exclusivo para o meio rural. Mas se existe população LGBT na cidade não há razão para não haver no campo. Onde estão essas pessoas?

Pensando sobre essa questão, procurei conhecer aqueles que, mesmo num ambiente historicamente conservador como o meio rural, já não se intimidam em assumir sua orientação sexual. São pequenos agricultores, donas de casa, professores, funcionários públicos, estudantes e militantes sociais. Todos trazem consigo alguma história de discriminação e violência, sofrimento psíquico e uma enorme sensação de invisibilidade social. Ainda que o tema da representatividade tenha avançado bastante nos últimos anos no Brasil, a figura de um agricultor LGBT é praticamente inexistente na mídia, na cultura, na política e inclusive, até pouco tempo, nos próprios movimentos sociais.

A proposta deste ensaio foi dar visibilidade ao público LGBT que vive no meio rural. Mostrar sua existência como singular e significativa. Atualizar as fotos de famílias rurais com as novas configurações de afetividade que emergem no contemporâneo. Essas pessoas existem, resistem e seguem vivas. As fotos foram tiradas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco e Maranhão. 

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